Produção, Produtividade e Consumo

26/ Novembro/ 2007

Nossa produção é grande: fabricamos milhões e milhões de máquinas eletrônicas a cada mês, sabe-se lá, a cada semana. Nossa produção é pequena: passamos horas, dias e semanas defronte a máquinas, nos escritórios de trabalho, em instituições, em nossas máquinas pessoais e sempre temos a sensação de que produzimos pouco: realizamos poucos projetos, ganhamos pouco dinheiro, estudamos pouco, escrevemos pouco e por aí vai. Consumo…? Em consumo, pensamos pouco. Ele se realiaza em nossa vida e vamos deixando os dias correr, só tememos nossa conta no banco, para que o saldo não fique negativo.

Tecnologia, meus caros. Tecnologia. Tudo está ligado a esta palavrinha hoje: tecnologia.

A tecnologia nos prometeu uma Produção maior. Nos prometeu uma maior produtividade pessoal, só não nos avisou que era o consumo, essa palavrinha egocêntrica a grande engrenagem do motor que iria por para funcionar esse sistema.

Aí hoje você se encontra diante de seu computador, visitando vários sites em busca de novos gadgets para adquirir a custo de várias prestações. Você poderia estar trabalhando, produzindo mais (quem sabe, para consumir mais) mas o seu trabalho como o da maioria, é tedioso. Você prefere continuar procurando um notebook que melhor se adapte às suas necessidades profissionais.

Você quer produtividade. Gerar produção, riqueza. Você está abençoado pelo consumo libertador: é o consumo mágico que redime a sua culpa porque se insinua como a atividade produtiva, que reforça a lógica do sistema: a passagem de um capitalismo de produção, para uma sociedade de consumo. Eles te vendem a produtividade, mas apenas como pacote mágico, embalagem mágica e divertida do sucrilhos: eles sabem que aquilo não modifica a sua capacidade produtiva. O importante é que você continue comprando.

A pergunta é: até que ponto não consumimos muito mais equipamentos tecnológicos do que precisamos? e mais, esse consumo que se insinua como a panacéia do inchamento das metropóles, da explosão da informação e do recrudescimento das relações sociais humanas (de carne e osso, presenciais…) não se mistura nessa contaminação do tempo e do espaço que a cada dia se tornam mais volatizados?


ScribeFire – um Add-on do Firefox que vale a pena.

22/ Outubro/ 2007

Se você possui blog e busca ferramentas para aumentar a sua produtividade, provavelmente vai gostar deste Add-on do Firefox, o ScribeFire.
Basta seguir este link para instalar o complemento no seu navegador.

Com ele, um pequeno ícone é integrado à barra de baixo do navegador. No momento em que você tem alguma idéia, não é necessário ir até a área administrativa de seu blog, basta clicar no ícone, que um pequeno editor de texto emerge tomando metade da tela do seu navegador. Após instalado, basta configurar as contas de seus blogs (lembrando que o serviço é compatível com WordPress, LiveJournal, Windows Live Spaces, Typepad, entre outros desconhecidos do público brasileiro). Com isso você posta com rapidez e produz textos sem ter que se movimentar na rede, tudo direto do navegador. Além de evitar trabalho desnecessário para acessar a área administrativa, achei interessante a possibilidade que o ScribeFire permite de você continuar navegando enquanto digita o texto, característica muito útil quando o blogueiro resolve pesquisar várias fontes enquanto elabora o post. Não bastando isso, você pode optar por guardar seus posts como notas no ScribeFire, aumentando a utilidade da ferramenta para além de sua associação com os blogs e usando como um gerenciador de notas enquanto navega. Mais uma dentro do Firefox!

ps: só uma pergunta me intriga – onde são salvas as notas?

Powered by ScribeFire.


Chamada para Porto Alegre -> Seminário Além das Redes de Colaboração: diversidade cultural e tecnologias do poder.

16/ Outubro/ 2007

Com certeza um evento que merece a divulgação e que irá debater em profundidade todas essas questões que envolvem a internet e seus impactos culturais. Abaixo um video com o professor da pós em Comunicação da Cásper Líbero, Sérgio Amadeu, que já vem há algum tempo se aprofundando bastante na temática.

Relacionados:

Link com mais informações sobre o evento.

Link para o blog do prof. Sérgio Amadeu

Link para o portal (incubadora fapesp) do prof. Imre Simon sobre Informação, Comunicação e a Sociedade do Conhecimento

Link para o portal de discussão do livro A Riqueza das Redes (também do prof. Simon)


Internet, Informação, Espaço Público e Democracia: uma referência obrigatória. Parte I

14/ Setembro/ 2007

Uma das questões mais candentes que o avanço da rede mundial de computadores tem suscitado é a respeito de seus impactos nos processos de circulação da informação e sobre possíveis mudanças do papel exercido pelos meios de comunicação nas sociedades contemporâneas. Há muita reflexão em torno de se saber em que medida a mídia será obrigada a se reformular (modificar seus modos tradicionais de produzir e transmitir informação, bem como a respeito de seu papel social nesse processo) e também se discute sobre a possibilidade de novos atores sociais (até então afastados deste processo de produção de informação), com o advento das tecnologias oferecidas pela informática, capacidades de produzir e participar deste processo de produção da informação que circula nas sociedades.

Evidentemente, este debate tem inúmeros enfoques possíveis. Desde pessoas que debatem com entusiasmo acerca das novas tecnologias e de seus promissores potenciais, enquanto outros preferem enfatizar as questões econômicas e/ou tecnológicas que envolvem corporações, linguagens de programação, softwares, sistemas operacionais, etc.

No meio deste panorama inabarcável de abordagens diferentes, tomando por base a web brasileira (sobretudo a partir de seus blogs de tecnologia, sites de notícias, portais, comunidades sociais) a impressão mais forte que fica é a de que o que é mais discutido são os aspectos tecnológicos e econômicos, dentro de uma razoável variação. Muito do que se escreve parece compor um quadro sobre o nosso deslumbramento perante os novos equipamentos tecnológicos acompanhado de confissões públicas sobre os prazeres do consumo tecnológico.

Esta ênfase sobre equipamentos e a avidez por produtos cada vez mais maravilhosos pode, por sua vez, ser interpretado justamente como uma carência (ou mesmo incapacidade) de discussão de outros aspectos que envolvem essas mesmas tecnologias e produtos, que são os seus aspectos políticos, sociais e históricos.

Uma discussão que quase não vemos em portais, sites ou blogs de grande porte, são matérias tratando sobre qual o possível tipo de resultado desta comunicação produzida por essas novas e maravilhosas máquinas. Chama-se muito a atenção para os aparelhos que possibilitam formas de comunicação cada vez mais autônomas, mas em raros casos são abordados os resultados destas formas de comunicação. Em geral, parece que tudo é consumido de modo particular (a comunicação entre particulares que não tem impacto nenhum nas relações sociais).

Saindo um pouco deste terreno árido, é possível encontrar algumas discussões interessantes que abordam a relação entre esses novos meios de comunicação (internet, por exemplo) e as questões políticas contemporâneas, no caso especial, a questão do Espaço Público.

De modo simplificado, o Espaço Público é considerado um dos pilares da política moderna ocidental. Uma das suas idéias fundamentais afirma que a possibilidade que os cidadãos têm de discutir os problemas de suas sociedades, a possibilidade de expor suas opiniões sobre a sua realidade, a sua possibilidade de participação e decisão nos problemas e soluções dos conflitos, tudo isso está intimamente ligado ao conceito de Espaço Público. A esfera pública, também assim chamada, cumpre esse importante papel de permitir que todos os cidadãos possam ter os seus pontos de vista expressos, e que as decisões políticas de uma sociedade sejam decididas de forma pública e coletiva, explicitando todo o processo pelo qual certas decisões foram tomadas e quais motivos levaram ao abandono de tais e tais propostas, etc.

Em grande medida, a nossa referência acerca do Espaço Público confunde-se com os próprios locais públicos. As praças ou os prédios institucionais, por exemplo. Sem muita reflexão, nossa intuição (não de todo equivocada) sobre atos públicos, em espaços públicos está bastante associada aos protestos públicos, tais como passeatas, paralisações, reivindicações públicas, e demais formas de ações coletivas.

Porém, por sua própria definição, o Espaço Público não necessita estar restrito aos locais que tradicionamente deram ensejo a manifestações públicas. Desde que cumpra a sua função de permitir aos cidadãos a exposição de suas demandas, a possibilidade de debater questões de ordem pública, desde que este espaço possa estimular a diversidade de pontos de vista, a tolerância das diferentes orientações culturais, religiosas e políticas, na medida em que possibilita o cumprimento de tudo isto, qualquer espaço pode se transformar num Espaço Público. Evidentemente, dentre os muitos candidatos, não estamos falando de outro senão da Internet como o mais novo espaço virtual agora candidato a Espaço Público de nossa contemporaneidade.

Agora que temos uma contextualização, bastante provisória diga-se de passagem, sobre como a internet pode ser abordada a respeito desta discussão sobre o Espaço Público, neste ponto podemos fazer uma referência sem nenhuma hesitação a um dos pensadores que mais profundidade trataram deste temas, o prof. Bernardo Sorj . Em seu site, para nossa sorte, o professor Sorj disponibiliza vários textos e artigos que fazem de seu espaço uma referência obrigatória para quem deseja abordar este assunto. É a ele que remeto antes de continuar com a segunda parte deste ensaio. Desta forma, os leitores interessados poderão formular os seus conceitos e participar desta discussão de forma mais interessada e participativa.


Link rápido

14/ Setembro/ 2007

O professor e jornalista Carlos Castilho sempre publica material precioso no site do Observatório da Imprensa. Neste link, ele comenta como o Google, que no início era apenas uma ferramenta de indexação de informação, com o seu crescimento extraordinário e seus servidores abarrotados de informações do mundo inteiro passou a ser uma questão global sobre a informação e a privacidade.


Empacotar para Sobreviver

29/ Agosto/ 2007

É curioso muitas vezes notar como o que aparenta ser um debate técnico sobre a maior ou menor utilidade de certas ferramentas, consiste em grande medida, numa discussão sobre que tipo de modelo de vida ou que tipo de conjunto artístico é mais agradável ou não.

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Tomemos um breve exemplo: o computador. Discute-se infindavelmente se um sistema operacional é superior ao outro, ou em que medida este ou aquele outro permite mais ou menos liberdade ao usuário. Numa olhada breve acerca de todos, o que mais chama a atenção são suas semelhanças, uma vez que o modelo de utilizar as máquinas não variam muito, a despeito do software. As máquinas estão digitalizando todas as nossas informações e por isso estão paulatinamente centralizando (e monopolizando) todas as nossas atividades culturais. É uma caminho sem volta. O jeito de processar esses dados (“zeros e uns”) varia muito pouco.

O que parece variar não é exatamente a ferramenta (a tecnologia) mas sim o sonho que a ferramenta promete, o modelo de vida que ela aponta, o visual que ela oferece, o modo que ela dispõem as nossas coisas em formatos audio-visuais (idéias, fotos, videos, ícones, números, dados, músicas, recordações pessoais). Agora que os textos e as fotografias estão digitalizados, nós continuaremos a utilizar computadores para acessá-los, mas o modo como isso vai se dar é que é a grande incógnita. A tecnologia se sofistica para permitir que os dados sejam processador por um computador que caiba no bolso, ou que as informações trafeguem no ar, mas o que muda de modo radical ( e curiosamente de modo imperceptível) são os nossos costumes, os nossos hábitos com essas ferramentas, o valor que a elas atribuimos e o modo como nos projetamos nelas de modo a fundirmos nossas ordens simbólicas em seus mecanismos cada vez mais complexos e automatizados.

Quando alguém vende um computador, não está apenas negociando uma máquina que processa dados em determinada velocidade, que faz cálculos rápidos, guarda certo número de informações e pode render uma quantidade de lucro. Além de tudo isso, o que se vende é um sonho, de tudo aquilo que a máquina pode fazer e tudo aquilo o que aquele que a esta adquirindo pode se transformar. Um jovem pode sonhar que aquela máquina pode um dia ajudá-lo a criar e programar jogos, o que significaria uma expansão e uma catalização incrível de seu imaginário, com a possibilidade de concretizá-lo. Para um executivo, pode representar a possibilidade da construção do escritório perfeito, o aproveitamento total da informação e o controle total das ações e dos dados da empresa.

É evidente que muitas vezes os softwares automatizam conjuntos de ações em um único click, e esse tipo de evolução é inquestionável. O que gostaria de chamar a atenção é que tão importante quanto a elaboração técnica deste processo de automação das atividades, a produção dos sonhos e dos modelos que envolvem a máquina e seu uso representam uma etapa fundamental no processo de consolidação da máquina entre nós.

Uma vez que deixamos de lado um pouco o caráter técnico e estamos enfatizando a parte do imaginário e do sonho que faz parte da transformação tecnológica pela qual estamos passando, o que tudo isso tem a ver com a questão dos pacotes? Em primeiro lugar é necessário comentar um pouco sobre essa palavra: pacote.

Na acepção que utilizamos, o pacote não tem sentido pejorativo de um recipiente de papel no qual despejamos um número qualquer de objetos, para carregá-los ou jogá-los fora. A idéia hoje de empacotar coisas tem muito mais a ver com a questão de trabalhar idéias de modo a simplificá-las e as fazer convergir de modo a torná-las mais atrativas e assimiláveis. Nossa intuição inicial é a de que empacotar idéias é uma arte de filtrar, escavar, concatenar e reelaborar idéias de modo a criar pacotes que são como uma espécie de “idéia grande” que possui autonomia e que capta e seduz as pessoas.

A informática é um campo cheio de pacotes. Poderíamos começar exemplificando a questão pelos softwares, dizendo que são pacotes, mas talvez outros exemplos evidenciem isso de modo mais nítido. As comunidades virtuais, por exemplo. Em termos puramente técnicos, trata-se de uma aplicação de banco de dados no ambiente web. Transposta ao mundo social, ela envolve todo um imaginário de que é possível criar uma vida social por meio das articulações virtuais, tais como recados, disponibilização de fotos, preferências, referências culturais, debates, perfis, etc. Todo esse repertório que concerne ao mundo cultural e social é o que dá vida à sofisticada aplicação técnica; ao passo que a aplicação viabiliza em termos técnicos a existência da comunidade. Não se trata de uma relação excludente ou de predominância de uma parte sobre outra. O que podemos apontar aqui é que no que toca ao caráter cultural e social da aplicação, o que se realizou foi um empacotamento de idéias que anteriormente se encontravam dispersas e fragmentadas em indeterminados modelos e fontes. Recados, perfis, fóruns, recados, fotos já estavam dados do ponto de vista técnico na rede, mas a idéia de que era possível ter uma vida social complementar no ambiente virtual foi uma espécie de pacote que alguns visionários criaram e que as pessoas assimilaram. Faça amigos, conheça pessoas, compartilhe idéias, troque informações, etc foi um pacote que ao final ficou conhecido como Comunidades Virtuais.

A partir desta idéia de pacotes mais desenvolvida, creio ser possível pontuar, de acordo com um palpite pessoal, algumas tendências que irão se destacar num futuro próximo.

Uma das tendências que me parece forte atualmente é a idéia de que com avanço tecnológico, cada vez mais a importância recairá na questão do empacotamento de idéias e na criatividade que se criará em torno destes recursos que nossas máquinas cada vez mais poderosas nos oferecem. Não apenas pelo fato de que as máquinas se tornarão mais sofisticadas, mas sobretudo porque o papel e a importância da informação e o modo como a controlamos mudará. O empacotamento não significará somente a filtragem e a escolha das melhores idéias e aplicações, mas o modo como reunimos tudo isto e transformamos (de forma viável) num modelo de vida e numa visão de mundo assimilável. Seguindo adiante nesta reflexão, é possível que tenhamos equipamentos eletrônicos, softwares e sistemas de informações cada vez mais empacotados, o que significa dizer que serão eles conjuntos culturais completos com valores, percepções, modos de organização, modelos e filosofias de vida e de pensamento. Existirão tantas possibilidades para aquilo que convenhamos chamar de software que a própria idéia de software explodirá, restando apenas os pacotes culturais com os seus suportes técnicos padronizados. Neste momentos todos seremos programadores e ao mesmo tempo a profissão de programador se dissolverá.


Comentários sobre a entrevista com Ted Nelson no Roda Viva; ou, um visionário em busca de um software.

14/ Junho/ 2007

Não tenho certeza se essa entrevista (11/06) já foi exibida em outra ocasião na TV Cultura, mas como foi o meu primeiro contato, vou tratá-la como se fosse uma exibição inédita.

ted-nelson.jpg

Também gostaria de alertar que minha intenção era redigir um texto mais elaborado, com todos os encadeamentos necessários. Mas, como ando com pouco tempo disponível para cuidar do blog, e tendo em vista também a questão do tempo e do contexto da temática, vou publicar aqui o rascunho que fiz enquanto assistia a entrevista. Aproveitando as maravilhas tecnológicas, lá estava eu digitando os fragmentos dispersos enquanto assistia o programa. Abaixo segue o rascunho tal como ficou, sem muita edição. Em grande medida, tentei transcrever as idéias de Ted Nelson, mas há partes em que tive que apelar para a memória e não sei se nesse tipo de atitude não acabei mudando algumas idéias do autor. As anotações misturam fragmentos do Ted, fragmentos de perguntas, e algumas intervenções reflexivas minhas…

Quem assistiu entenderá boa parte dos meus comentários. Quem ainda não teve a oportunidade, pode procurar o vídeo pois Ted Nelson é uma figura muita interessante.

Ele tem mania de gesticular o tempo todo, suas idéias são sempre viajadas, ele não se contenta com coisas convencionais… está sempre em busca de coisas diferentes, padrões diferentes, pensamentos e modos de organização distintos. Além disso, ele é super descontraído. Entretanto, curiosamente ele não têm muito o costume de concordar  com seus interlocutores apenas por educação, se ele não concorda ou discorda do interlocutor, o “facão” vem na hora.

Em geral, me parece que a entrevista foi atravessada, do começo ao fim, de uma sensação de constrangimento entre o entrevistado e os entrevistadores. De um lado, os entrevistadores estavam se sentindo um pouco amendrontados e tímidos perante o pensador em destaque. De outro, parecia que Ted Nelson queria se expandir mais e viajar mais nas suas falas e respostas, mas era sempre meio que impedido disto por meio de perguntas convencionais que tinha que responder.
O senhor acredita que os usuários vão adotar o seu sistema de navegação de internet?

Não, apenas 1% talvez.

mac, linux, win são todos iguais… todos baseados na hierarquia e na representacao do papel

Há tantos aspectos políticos em se saber de como manter a rede livre que é praticamente impossível saber o que vai acontecer. (em caso de guerra… é extremamente facil exterminar a internet)

o que é mais importante para a expansao deste sistema
tudo são computadores o que segura a expansão das tecnologias e os softwares são os interesses comerciais das empresas.

não gosto da palavra tecnologia

programas de chat, sistemas operacionais como o Mac e Windows são paixoes dos seus criadores … win é um pacote os pacotes se realizam com suporte tecnologico mas não são tecnologia

o sistema de arquivos e a interface visual é a mesma dos anos setenta: lin, mac, win são todos iguais

as pessoas usam a web como uma revista… as pessoas ainda não usam para expandir seus relacionamentos… mudou com a web 2.0?

web 2.0 é um slogam, não sei o que significa

um software é como um filme

Steve Jobs é um grande diretor de cinema

o que é o futuro para o senhor: não faço idéia

acredito que a word wide web fez muito mais em 30 anos do que todas as religiões

dildonics…. há mais problemas éticos do que técnicos

mídias são criadas

a teve começou com uma grande proposta e se tornou numa midia de baixo nivel

a maquina é uma caixa vazia ela não tem nenhuma utilidade em si mesma

na internet imitamos tudo (o formato dos jornais, das radios, das revistas, das empresas), no Xanadu não

o computador permite a autopublicação

não entendo o myspace

a pergunta é: o que pode ser salvo?

o navegador é o limitador do uso da internet

qualquer um pode criar um programa para a internet

sourceforge é o local do software livre

achar o ponto de corte da internet é o dificil

a web semantica é uma ideia sem futuro

minha ideia foi aproveitar as diferencas entre os entendimentos e não simular um consenso

Xanadu:

um banco de dados pré-carregado que centraliza todas as informações.

Seria o pré-google? anti-google? pós-google???

sempre houve uma sobrecarga de informaçoes somente agora que tudo se tornou mais visível é que as pessoas passaram a perceber isso

criar um novo conceito é muito dificil

a sua ideia não é um pouco do esperanto?

Rodolfo Lucena pergunta: como o senhor viabilizaria este modo diferente da internet?

“A todo momento temos a impressão um tanto quanto constrangedora de que ted nelson é um visionário em busca de um software: suas idéias são geniais, mas na hora de mostrar o software, ou sei seja lá o que for, a coisa não aparece…”

O senhor então propõe uma nova forma de acesso na internet, uma nova experiência: o que esta sendo feito em termos de empresa para viabilizar isso?

invisto todo o meu dinheiro no meu proprio software, não quero ter que convencer uma empresa a se adaptar ao meu jeito

A internet é muito estática e convencional:

o que vejo é uma série de folhas de papel

steve jobs é um grande diretor de cinema

acredito no potencial educativo da internet, mas não do jeito que está hoje

o processo educativo são hierárquicos, uma infinita hierarquia

quero fazer filmes paralelos: a busca da simultaneidade.

Resumindo a pauta:

O modo tradicional de navegar (introdução do tema)

Por que a internet é limitada? (primeira bateria de perguntas)

Quais as suas propostas para mudar os modelos tradicionais de internet (desenvolvimento do programa)

Quais as opiniões e perspectivas de Ted Nelson sobre o futuro da rede.
(meio e final da entrevista)