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ScribeFire – um Add-on do Firefox que vale a pena.

22/ Outubro/ 2007

Se você possui blog e busca ferramentas para aumentar a sua produtividade, provavelmente vai gostar deste Add-on do Firefox, o ScribeFire.
Basta seguir este link para instalar o complemento no seu navegador.

Com ele, um pequeno ícone é integrado à barra de baixo do navegador. No momento em que você tem alguma idéia, não é necessário ir até a área administrativa de seu blog, basta clicar no ícone, que um pequeno editor de texto emerge tomando metade da tela do seu navegador. Após instalado, basta configurar as contas de seus blogs (lembrando que o serviço é compatível com WordPress, LiveJournal, Windows Live Spaces, Typepad, entre outros desconhecidos do público brasileiro). Com isso você posta com rapidez e produz textos sem ter que se movimentar na rede, tudo direto do navegador. Além de evitar trabalho desnecessário para acessar a área administrativa, achei interessante a possibilidade que o ScribeFire permite de você continuar navegando enquanto digita o texto, característica muito útil quando o blogueiro resolve pesquisar várias fontes enquanto elabora o post. Não bastando isso, você pode optar por guardar seus posts como notas no ScribeFire, aumentando a utilidade da ferramenta para além de sua associação com os blogs e usando como um gerenciador de notas enquanto navega. Mais uma dentro do Firefox!

ps: só uma pergunta me intriga – onde são salvas as notas?

Powered by ScribeFire.

Chamada para Porto Alegre -> Seminário Além das Redes de Colaboração: diversidade cultural e tecnologias do poder.

16/ Outubro/ 2007

Com certeza um evento que merece a divulgação e que irá debater em profundidade todas essas questões que envolvem a internet e seus impactos culturais. Abaixo um video com o professor da pós em Comunicação da Cásper Líbero, Sérgio Amadeu, que já vem há algum tempo se aprofundando bastante na temática.

Relacionados:

Link com mais informações sobre o evento.

Link para o blog do prof. Sérgio Amadeu

Link para o portal (incubadora fapesp) do prof. Imre Simon sobre Informação, Comunicação e a Sociedade do Conhecimento

Link para o portal de discussão do livro A Riqueza das Redes (também do prof. Simon)

Empacotar para Sobreviver

29/ Agosto/ 2007

É curioso muitas vezes notar como o que aparenta ser um debate técnico sobre a maior ou menor utilidade de certas ferramentas, consiste em grande medida, numa discussão sobre que tipo de modelo de vida ou que tipo de conjunto artístico é mais agradável ou não.

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Tomemos um breve exemplo: o computador. Discute-se infindavelmente se um sistema operacional é superior ao outro, ou em que medida este ou aquele outro permite mais ou menos liberdade ao usuário. Numa olhada breve acerca de todos, o que mais chama a atenção são suas semelhanças, uma vez que o modelo de utilizar as máquinas não variam muito, a despeito do software. As máquinas estão digitalizando todas as nossas informações e por isso estão paulatinamente centralizando (e monopolizando) todas as nossas atividades culturais. É uma caminho sem volta. O jeito de processar esses dados (“zeros e uns”) varia muito pouco.

O que parece variar não é exatamente a ferramenta (a tecnologia) mas sim o sonho que a ferramenta promete, o modelo de vida que ela aponta, o visual que ela oferece, o modo que ela dispõem as nossas coisas em formatos audio-visuais (idéias, fotos, videos, ícones, números, dados, músicas, recordações pessoais). Agora que os textos e as fotografias estão digitalizados, nós continuaremos a utilizar computadores para acessá-los, mas o modo como isso vai se dar é que é a grande incógnita. A tecnologia se sofistica para permitir que os dados sejam processador por um computador que caiba no bolso, ou que as informações trafeguem no ar, mas o que muda de modo radical ( e curiosamente de modo imperceptível) são os nossos costumes, os nossos hábitos com essas ferramentas, o valor que a elas atribuimos e o modo como nos projetamos nelas de modo a fundirmos nossas ordens simbólicas em seus mecanismos cada vez mais complexos e automatizados.

Quando alguém vende um computador, não está apenas negociando uma máquina que processa dados em determinada velocidade, que faz cálculos rápidos, guarda certo número de informações e pode render uma quantidade de lucro. Além de tudo isso, o que se vende é um sonho, de tudo aquilo que a máquina pode fazer e tudo aquilo o que aquele que a esta adquirindo pode se transformar. Um jovem pode sonhar que aquela máquina pode um dia ajudá-lo a criar e programar jogos, o que significaria uma expansão e uma catalização incrível de seu imaginário, com a possibilidade de concretizá-lo. Para um executivo, pode representar a possibilidade da construção do escritório perfeito, o aproveitamento total da informação e o controle total das ações e dos dados da empresa.

É evidente que muitas vezes os softwares automatizam conjuntos de ações em um único click, e esse tipo de evolução é inquestionável. O que gostaria de chamar a atenção é que tão importante quanto a elaboração técnica deste processo de automação das atividades, a produção dos sonhos e dos modelos que envolvem a máquina e seu uso representam uma etapa fundamental no processo de consolidação da máquina entre nós.

Uma vez que deixamos de lado um pouco o caráter técnico e estamos enfatizando a parte do imaginário e do sonho que faz parte da transformação tecnológica pela qual estamos passando, o que tudo isso tem a ver com a questão dos pacotes? Em primeiro lugar é necessário comentar um pouco sobre essa palavra: pacote.

Na acepção que utilizamos, o pacote não tem sentido pejorativo de um recipiente de papel no qual despejamos um número qualquer de objetos, para carregá-los ou jogá-los fora. A idéia hoje de empacotar coisas tem muito mais a ver com a questão de trabalhar idéias de modo a simplificá-las e as fazer convergir de modo a torná-las mais atrativas e assimiláveis. Nossa intuição inicial é a de que empacotar idéias é uma arte de filtrar, escavar, concatenar e reelaborar idéias de modo a criar pacotes que são como uma espécie de “idéia grande” que possui autonomia e que capta e seduz as pessoas.

A informática é um campo cheio de pacotes. Poderíamos começar exemplificando a questão pelos softwares, dizendo que são pacotes, mas talvez outros exemplos evidenciem isso de modo mais nítido. As comunidades virtuais, por exemplo. Em termos puramente técnicos, trata-se de uma aplicação de banco de dados no ambiente web. Transposta ao mundo social, ela envolve todo um imaginário de que é possível criar uma vida social por meio das articulações virtuais, tais como recados, disponibilização de fotos, preferências, referências culturais, debates, perfis, etc. Todo esse repertório que concerne ao mundo cultural e social é o que dá vida à sofisticada aplicação técnica; ao passo que a aplicação viabiliza em termos técnicos a existência da comunidade. Não se trata de uma relação excludente ou de predominância de uma parte sobre outra. O que podemos apontar aqui é que no que toca ao caráter cultural e social da aplicação, o que se realizou foi um empacotamento de idéias que anteriormente se encontravam dispersas e fragmentadas em indeterminados modelos e fontes. Recados, perfis, fóruns, recados, fotos já estavam dados do ponto de vista técnico na rede, mas a idéia de que era possível ter uma vida social complementar no ambiente virtual foi uma espécie de pacote que alguns visionários criaram e que as pessoas assimilaram. Faça amigos, conheça pessoas, compartilhe idéias, troque informações, etc foi um pacote que ao final ficou conhecido como Comunidades Virtuais.

A partir desta idéia de pacotes mais desenvolvida, creio ser possível pontuar, de acordo com um palpite pessoal, algumas tendências que irão se destacar num futuro próximo.

Uma das tendências que me parece forte atualmente é a idéia de que com avanço tecnológico, cada vez mais a importância recairá na questão do empacotamento de idéias e na criatividade que se criará em torno destes recursos que nossas máquinas cada vez mais poderosas nos oferecem. Não apenas pelo fato de que as máquinas se tornarão mais sofisticadas, mas sobretudo porque o papel e a importância da informação e o modo como a controlamos mudará. O empacotamento não significará somente a filtragem e a escolha das melhores idéias e aplicações, mas o modo como reunimos tudo isto e transformamos (de forma viável) num modelo de vida e numa visão de mundo assimilável. Seguindo adiante nesta reflexão, é possível que tenhamos equipamentos eletrônicos, softwares e sistemas de informações cada vez mais empacotados, o que significa dizer que serão eles conjuntos culturais completos com valores, percepções, modos de organização, modelos e filosofias de vida e de pensamento. Existirão tantas possibilidades para aquilo que convenhamos chamar de software que a própria idéia de software explodirá, restando apenas os pacotes culturais com os seus suportes técnicos padronizados. Neste momentos todos seremos programadores e ao mesmo tempo a profissão de programador se dissolverá.

Você já ouviu falar sobre Mind Map?

3/ Junho/ 2007

Mind Map, ou em nosso idioma – Mapa Mental -, para quem nunca ouviu falar é o nome dado a um modo de organizar e explorar idéias por meio de um diagrama que parte de um núcleo central e se expande em infinitas ramificações. Embora esta definição provisória possa parecer complicada, a prática de criar mapas mentais é um comportamento bastante comum, o qual muitos de nós já realizamos até sem saber que tal atividade tinha esse nome. No momento em que pegamos uma folha de caderno e desenvolvemos um esboço com quadrinhos e ligamos vários tópicos em formato de diagrama, sem saber estamos desenvolvendo um mapa mental.

guru_mindmap.jpg

A idéia principal que transformou a prática espontânea de criar esboços em formato de diagrama num campo específico de investigação científico-cognitiva foi realizada por alguns cientistas que começaram a perceber que este tipo de atividade tem muito a revelar sobre o modo mais elementar com o qual nossa inteligência funciona e organiza idéias. O funcionamento que os cientistas começaram a descobrir foi o fato de que nosso cérebro, em geral, parte de uma idéia central e em seguida começa a a relacionar e associar livremente todo o tipo de idéias e assuntos contíguos, realizando conexões em todas as direções e sem um critério previamente definido. E o mais interessante, apesar de parecer caótico ou pouco lógico, esse processo por conta da inúmeras conexões que cria entre os mais variados níveis de idéias, muitas vezes se transforma num modo de aprendizagem e construção de novos conhecimentos. De certa maneira se defende que no momento em que todas aquelas idéias são lançadas no mapa mental elas vão criando novas oportunidades de conexões que não estavam dadas antes da atividade, embora ( e isso é o curioso) o indíviduo já possuía um certo saber capaz de relacionar tais conceitos. O núcleo da filosofia do Mind Map é a idéia de que você deve pensar não com critérios lógicos e formais pré-definidos (tal como nos ensinam nas escolas), mas sim você deve respeitar o próprio modo como o nosso cérebro assimila e processa as idéias. Desse modo, quanto mais você respeitar o modelo natural de nossa mente, maior será o seu potencial para todas as atividades, dentre elas, a capacidade cognitiva, a memorização e a criatividade.

Essas características mostram como essa prática de pensar pode ser empregada de forma produtiva e criativa. Existe um infinito de possibilidades para a aplicação de mapas da mente, e os mais conhecidos são o Brainstorm (tempestade de idéias), os diagramas de livre-associação, os esboços de memorização (inclusive o processo de memória imagética), os fluxogramas de explicações, entre muitos outros. As possibilidades, como já se pode perceber, são infinitas.

Se esse assunto atraiu a sua atenção até agora, então provavelmente vc ficará mais interessado ainda ao descobrir que as teorias e as diversas criações relacionadas ao mapa mental encontraram na informática um campo absolutamente fantástico de interação e expansão. Não apenas isso, mas na área informática o processo de associar idéias e de visualizá-las é justamente um dos pontos mais importantes e inovadores que ela tem a oferecer. Num breve exemplo disso, quem trabalha com banco de dados sabe o quanto são importantes as representações visuais dos dados (quem quiser se aprofundar pode até espiar um pouco sobre data mining) e o quanto tudo isso nos permite produzir mais conhecimento a partir de nossos próprios conceitos e informações. Pois bem, devido a esta proximidade o que não faltam são programas dos mais variados gostos e formatos que utilizam os conceitos de Map Mind, incluindo evidentemente aqueles que se propõem como ferramentas específicas de Map Mind. Com isto quero dizer que os leitores que ainda não utilizam tais ferramentas podem encontrar uma variedade de softwares livres para tais finalidades e com isso incorporarem práticas criativas e produtivas no cotidiano de seus micros. Um software open-source que eu recomendo é o Free Mind, que apesar da simplicidade e de uma pequena dificuldade inicial de uso, passada umas três ou quatro tentativas é possível perceber a utilidade de sua aplicação. (Detalhe, o Free Mind é um programa desenvolvido em Java, portanto vc vai precisar ter no seu pc o Java Runtime)

Mas se o eventual leitor estiver mais curioso a respeito dos map minds, ou deste ou demais programas relacionados, minha dica então é um portal que unifica uma quantidade significativa de softwares e projetos relacionados ao assunto, chamado Mind Mapping-org. Você ia imaginar que existia tanta coisa relacionada a estes esboços sem pé nem cabeça?