Mind Map, ou em nosso idioma – Mapa Mental -, para quem nunca ouviu falar é o nome dado a um modo de organizar e explorar idéias por meio de um diagrama que parte de um núcleo central e se expande em infinitas ramificações. Embora esta definição provisória possa parecer complicada, a prática de criar mapas mentais é um comportamento bastante comum, o qual muitos de nós já realizamos até sem saber que tal atividade tinha esse nome. No momento em que pegamos uma folha de caderno e desenvolvemos um esboço com quadrinhos e ligamos vários tópicos em formato de diagrama, sem saber estamos desenvolvendo um mapa mental.
A idéia principal que transformou a prática espontânea de criar esboços em formato de diagrama num campo específico de investigação científico-cognitiva foi realizada por alguns cientistas que começaram a perceber que este tipo de atividade tem muito a revelar sobre o modo mais elementar com o qual nossa inteligência funciona e organiza idéias. O funcionamento que os cientistas começaram a descobrir foi o fato de que nosso cérebro, em geral, parte de uma idéia central e em seguida começa a a relacionar e associar livremente todo o tipo de idéias e assuntos contíguos, realizando conexões em todas as direções e sem um critério previamente definido. E o mais interessante, apesar de parecer caótico ou pouco lógico, esse processo por conta da inúmeras conexões que cria entre os mais variados níveis de idéias, muitas vezes se transforma num modo de aprendizagem e construção de novos conhecimentos. De certa maneira se defende que no momento em que todas aquelas idéias são lançadas no mapa mental elas vão criando novas oportunidades de conexões que não estavam dadas antes da atividade, embora ( e isso é o curioso) o indíviduo já possuía um certo saber capaz de relacionar tais conceitos. O núcleo da filosofia do Mind Map é a idéia de que você deve pensar não com critérios lógicos e formais pré-definidos (tal como nos ensinam nas escolas), mas sim você deve respeitar o próprio modo como o nosso cérebro assimila e processa as idéias. Desse modo, quanto mais você respeitar o modelo natural de nossa mente, maior será o seu potencial para todas as atividades, dentre elas, a capacidade cognitiva, a memorização e a criatividade.
Essas características mostram como essa prática de pensar pode ser empregada de forma produtiva e criativa. Existe um infinito de possibilidades para a aplicação de mapas da mente, e os mais conhecidos são o Brainstorm (tempestade de idéias), os diagramas de livre-associação, os esboços de memorização (inclusive o processo de memória imagética), os fluxogramas de explicações, entre muitos outros. As possibilidades, como já se pode perceber, são infinitas.
Se esse assunto atraiu a sua atenção até agora, então provavelmente vc ficará mais interessado ainda ao descobrir que as teorias e as diversas criações relacionadas ao mapa mental encontraram na informática um campo absolutamente fantástico de interação e expansão. Não apenas isso, mas na área informática o processo de associar idéias e de visualizá-las é justamente um dos pontos mais importantes e inovadores que ela tem a oferecer. Num breve exemplo disso, quem trabalha com banco de dados sabe o quanto são importantes as representações visuais dos dados (quem quiser se aprofundar pode até espiar um pouco sobre data mining) e o quanto tudo isso nos permite produzir mais conhecimento a partir de nossos próprios conceitos e informações. Pois bem, devido a esta proximidade o que não faltam são programas dos mais variados gostos e formatos que utilizam os conceitos de Map Mind, incluindo evidentemente aqueles que se propõem como ferramentas específicas de Map Mind. Com isto quero dizer que os leitores que ainda não utilizam tais ferramentas podem encontrar uma variedade de softwares livres para tais finalidades e com isso incorporarem práticas criativas e produtivas no cotidiano de seus micros. Um software open-source que eu recomendo é o Free Mind, que apesar da simplicidade e de uma pequena dificuldade inicial de uso, passada umas três ou quatro tentativas é possível perceber a utilidade de sua aplicação. (Detalhe, o Free Mind é um programa desenvolvido em Java, portanto vc vai precisar ter no seu pc o Java Runtime)
Mas se o eventual leitor estiver mais curioso a respeito dos map minds, ou deste ou demais programas relacionados, minha dica então é um portal que unifica uma quantidade significativa de softwares e projetos relacionados ao assunto, chamado Mind Mapping-org. Você ia imaginar que existia tanta coisa relacionada a estes esboços sem pé nem cabeça?

